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A mostrar mensagens de maio, 2016

Tamara e os gémeos

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A manhã está bonita e Tamara saiu com os pequenos para passear. Vai ao encontro da sua melhor amiga, coisa que desde que os gémeos nasceram tem sido difícil de concretizar. Enquanto os gémeos dormem a sesta, as duas amigas terão variadíssimos assuntos para pôr em dia, se bem que a Tamara não viu nenhum dos filmes nomeados para os Óscares, deixou de conseguir acompanhar as séries que ambas viam, não faz ideia de quais são os livros mais recentes e as únicas músicas novas que tem ouvido, são as necessárias para distrair os gaiatos quando estão em modo birra. Por outro lado, acumulou um vastíssimo conhecimento sobre o desenvolvimento do ser humano, reconhece a léguas os produtos alimentares mais saudáveis, sabe de cor as empresas têxteis que não usam mão de obra infantil para fabricar os seus produtos e dá cartas no que respeita definir planos de treino eficazes e exequíveis para manter a forma na correria do seu dia-a-dia de mãe de duas crias.

Uma surpresa

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Inesperadamente, a sombra do rei surge na entrada da sala da guarnição, que bebia animadamente um pouco de cidra, após terem terminado a sua jornada de trabalho. Seria inútil e totalmente patético tentarem esconder o óbvio, por isso, resignados a que seriam certamente castigados, caíram de joelho por terra, de rosto fechado, saudando o seu monarca. O rei entrou de mansinho e pediu com um gesto que se levantassem. Imediatamente atrás dele, entrou o seu criado pessoal, com a cadeira real, que colocou junto da mesa, após o que saiu rapidamente, fechando a porta atrás de si. O rei dirigiu-se ao jarro da cidra e encheu generosamente um copo para si. Bebeu sofregamente os primeiros golos e estalou ruidosamente a língua em sinal de aprovação. O silêncio instalara-se, pois nenhum dos cavaleiros sabia muito bem o que fazer ou dizer, por isso mantiveram-se calados, de olhos postos no chão, aguardando o desfecho do momento. Sentando-se e recostando-se na sua cadeira, o rei finalmente dirigiu a pa...

Bosque encantado

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Dizem que o bosque está encantado. Conta-se que era aqui que a princesa Hannah se encontrava com Aragorn, o escudeiro que cuidava do seu corcel, e que o seu amor teria crescido de forma tão profunda como as raízes das suas árvores frondosas. Certo dia, numa batalha desigual contra um grupo de salteadores, Aragorn perecera e Hannah passou a passear no bosque sozinha e triste. Sentindo falta daquele amor puro, feliz e transparente, o bosque tornou-se mais sombrio e as folhas das árvores adquiriram uma tonalidade mais escura. Após a sua morte, Hannah foi aqui sepultada e desde essa dia que o bosque passou a reagir à passagem de casais enamorados. Sempre que sob os seus ramos passeavam corações apaixonados e que o seu riso preenchia o ar, o bosque tornava-se mais claro, as flores desabrochavam exibindo com orgulho as suas cores e os animais despertavam da sua letargia e dançavam por aqui e por ali, gozando desta mudança. Por isso dizem que o bosque está encantado. Porque os apaixonados sai...