Andorra, viagem de finalistas, 1998, segundos antes de deslocar o ombro e partir uma perna, à frente da Maria, a miúda mais cool da escola. Estava tudo a correr bem, já tinha descido aquela pista várias vezes, mas claro, sem a Maria estar por perto. Já no fim desta pista, dei por ela a ver-me a descer. E foi automático: perdi de imediato toda a coordenação motora conquistada nas últimas descidas. As minhas pernas transformaram-se em gelatina e eu senti que me fundia com a neve a uma velocidade estonteante. Quando voltei a abrir dos olhos, já tinha um socorrista a colocar-me uma tala na perna e depois de ter distinguido um pouco ao longe a Maria a virar costas e a rir com as amigas, apaguei-me de novo. Implorei aos meus pais uma viagem de volta a casa, mal saí do hospital com a perna engessada, e escusado será dizer, que passei os restantes meses até ao final do ano, a evitar a Maria. Andorra, viagem de finalistas, 1998, naquela que foi a maior oportunidade da minha vida de conquistar a...