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A mostrar mensagens de junho, 2018

Embarcação nova | New ship

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Depois do sucesso alcançado com a última regata , e ao ver o entusisamo dos irmãos, a família juntou-se e com algum esforço, ofereceram à Natália e ao Jorge, uma fantástica prenda de Natal: uma embarcação nova para as suas regatas. Os irmãos ficaram tão mas tão felizes que prometeram ali mesmo esforçar-se cada vez mais e ir aos Jogos Olímpicos. Pela face da mãe deslizaram duas ou três lágrimas de alegria quando o Pedro, o seu professor prontificou-se a ajudá-los a perseguir esse objectivo. Ele sabe o esforço que isso implica, mas vendo a determinação no rosto das crianças, a alegria da mãe e o apoio incondicional da família, acredita que lá chegarão. Por agora é hora de lançar o Albatroz à água e treinar, treinar e treinar. Mas acima de tudo é preciso fazer também com que os miúdos se divirtam para que não percam a motivação. Tudo pronto. Rumo aos Olímpicos então!   After the success that the brothers achieved at their last race , the family got together, and will a little bit of eff...

Testemunha | Witnesss

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  O Jorge apanhou o susto da vida dele. Regressava a casa depois de um dia cansativo no trabalho. Estes primeiros dias de Verão são fantásticos para os gaiatos que começaram agora a escola, mas para quem trabalha, dias com mais luz, representam muitas vezes mais trabalho. Ainda assim, Jorge sorria ao ver tanta criançada a brincar na rua. Pelo menos alguém aproveitava a sério estes dias magníficos. De repente surge uma bola no meio da estrada e logo a seguir uma bicicleta. Não houve como evitar o embate, que apesar de ligeiro, atirou para o chão o Rui que vinha a pedalar atrás da bola. O gaiato levantou-se de imediato e correu atrás da bola, até que percebeu que estava dorido e sentou-se no chão de lágrima no olho. O mais certo é não ser nada, que as crianças são resistentes, mas por precaução irá ao hospital. O Jorge presta declarações sobre o que aconteceu e o dia apesar de já ir longo, tornou-se mais longo ainda com este acontecimento. Nunca mais chegam as férias!   Jorge get the sca...

Capitão | Captain

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Ando no mar desde os meus 10 anos. Descasquei muitas batatas antes de ter direito a subir ao convês para o esfregar de ponta a ponta e voltar ao princípio quando acabasse. E antes de pegar pela primeira vez no leme, cosi muitas velas, montei quilómetros de cordame e reparei muitos mastros. Não conheço outra coisa que não a vida de mar. Sei quando está para chegar a tormenta e sinto o cheiro de motim a bordo assim que a ideia se começa a formar. O Sr. Rochester incumbiu-me hoje de capitanear o seu maior navio. A Bússola é uma escuna de 2 mastros e 6 canhões, manobrada por meia centena de homens. O meu maior desafio até hoje! A minha missão é interceptar qualquer navio que esteja a cruzar o Atlântico rumo a casa, com os porões carregados. O Sr. Rochester não é esquisito, tanto lhe serve café, chocolate, ouro, tecidos ou mulheres bonitas. Mas não suporta derrotas e é impensável perder um dos seus navios. A morte espera o capitão que deixar afundar qualquer dos seus navios. Conheço bem o ...

A fotografia | Old photo

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É o meu pai nesta fotografia. Estão a ver ali atrás o farol? Era a sua paixão. Sempre que falava dele, os olhos brilhavam e um sorriso enorme transparecia através daquela barba cerrada que picava quando me beijava. O meu pai cheirava a mar. Carregava aquele cheiro para onde quer que fosse, fruto de tantas horas passadas a vigiar, a contemplar e a admirar. Não houve uma vez que lhe tocasse os cabelos e os sentisse lisos e sedosos. Estavam sempre emaranhados e encrespados. A sua pele era encaracolada como a de uma folha de papel mil vezes dobrada e desdobrada. Menos as mãos. Dizem-me que passou a cuidar das mãos quando eu nasci. A minha mãe não sobreviveu ao parto e foram as suas mãos que cuidaram sempre de mim. Conheço de cor o mar. Quando muda de cor, quando se encrespa, quando vem aí tempestade. Cresci no seu embalo, adormeci e acordei tantas e tantas noites ao som dos seus caprichos: ora bonança, ora tempestade. Ora ondas suaves a bater nas rochas e o grito das gaivotas contentes de ...

Making of #6

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    Desta vez o mesmo cenário deu para várias histórias. Esta ,  esta e esta . Prefiro tirar fotos com cenários diferentes, mas quando imagino um cenário mais complexo, confesso que a logística de transportar inúmeras peças para a rua não é fácil. Nestes casos, monto o cenário e procuro diversificar com as figuras, esperando conseguir mais tarde umas boas histórias.   This time the same cenary supported several stories: this ,  this and this one . I prefer to take photos from different scenes, but when i immagine a more complex scenary, i don't like to carry lots ands lots of parts with me to the street. So, in these cases, i construct the scenary and try to vary the figures used. Hopefully i will manage to put up some good stories.

Treino de bombeiro | Firefighter training

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A equipa Labareda tem sido das mais bem sucedidas do curso de bombeiros. Os rapazes estão empenhados em obter um bom resultado e têm-se esforçado ao máximo para isso. O instrutor do curso reconhece-lhes grandes capacidades e exige o máximo deles em cada exercício. Já todos conhecem os seus gritos de incentivo através do megafone. Aliás assim que ele pega no megafone os rapazes já sabem que vem aí um exercício difícil que vai exigir deles a maior concentração. Começaram no fundo da tabela de classificação, atrás da equipa Centelha, da equipa Brasa, e da equipa Fagulha, mas a sua motivação e esforço trouxe-os até ao cimo da tabela. O Marco quer ser bombeiro para defender a sua terra das chamas que sazonalmente a atingem. O Jacinto quer ser socorrista e preferia tripular uma ambulância e o Mané só pensa em trabalhar com aqueles veículos de encarceramento. Com mais um pouco de esforço, terminarão o curso nos primeiros lugares e poderão escolher onde querem ser colocados.   Team Flame is on...

Curiosos | Curious people

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Sempre que há um acidente, é certo e sabido que surgem logo curiosos, sabe-se lá de onde. Até podia não haver ninguém por perto no momento do acidente, mas de imediato surgem curiosos a opinar, discutir, dissertar e julgar o sucedido. Esta gente dificulta mais do que ajuda, pois distrai quem está de facto a resolver o caso, confunde quem está a recolher depoimentos e complica a movimentação das autoridades, pois querem sempre chegar um bocadinho mais perto para ver melhor. O agente Cenoura já conhece esta gente e ao chegar ao local estabelece de imediato um perímetro de segurança. Com infinita paciência, mas de voz e gestos firmes que não admitem discussão, lá vai explicando aos curiosos porque não podem nem devem estar ali e a pouco e pouco, ganha espaço, obrigando-os a recuar. O bombeiro Tomás está a postos e de imediato sinaliza o local. O agente Cenoura faz então soar a sua voz bem alto, referindo que quem ultrapassar aqueles limites será encaminhado para a esquadra e alvo de um pr...